Pelotas

Pelotas fez história no século 19, quando as charqueadas – fazendas produtoras de carne-seca – garantiram o enriquecimento da região. Hoje restam apenas duas, que foram restauradas e são abertas à visitação. Uma delas, a São João, serviu de locação para a minissérie “A Casa das Sete Mulheres”. Já na Santa Rita, o tour guiado apresenta os jardins, os galpões onde a carne era armazenada e o Museu do Charque, com exposição de painéis, roupas e objetos.

A viagem ao passado conduz ainda ao Parque da Baronesa, instalado em uma chácara. Além, de passear pelos jardins contornados por canteiros simétricos, chafarizes, grutas, lagos e pontes rústicas, o visitante encontra um rico museu.

No acervo estão mais de mil objetos como mobílias de mogno, enxovais, roupas, leques, baús, bibelôs, porcelanas e pratarias. Não deixe de circular pelo solar, pela varanda decorada com lambrequins e pela torre de banhos, com azulejos europeus e banheira com fundo de mármore.

As lembranças da época áurea também estão presentes no Centro. Nos arredores da praça Coronel Pedro Osório diversas construções do século 19 foram reformadas e merecem ser contempladas. Entre elas estão os prédios da Prefeitura, da Biblioteca Pública, do Grande Hotel, do Teatro Guarany e do Mercado Público.

Já o Casarão Dois funciona como espaço cultural e é cenário para exposições; enquanto o pequenino Teatro Sete de Abril continua com intensa programação.

Com o fim da “era da carne-seca”, teve início a temporada dos doces, que não mais saiu de cartaz. Trazidas pelos imigrantes portugueses, alemães e franceses, as delícias foram aprimoradas e são encontradas em dezenas de docerias espalhadas pelo Centro. Impossível não ficar com água na boca ao apreciar as vitrines repletas de pastéis de Santa Clara, bem-casados, camafeus, quindins e doces de frutas – em calda, cristalizados e em pasta.

A fama das guloseimas de Pelotas é tão grande que a cidade sedia a Fenadoce, a maior feira de doces do país, que acontece no mês de junho. Para comer sem culpa, programe uma caminhada pela praia do Laranjal, na beira da Lagoa dos Patos, a 13 quilômetros da cidade. Ponto de encontro da juventude dentro e fora d’água, a enseada é acompanhada por um calçadão repleto de bares, restaurantes e lojas. Os adeptos do windsurf e do kitesurfcolorem a área mesmo nos dias gelados de inverno.

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